Representatividade Trans: Entrenimento e Arte

Representatividade Trans



Há muito escuta-se a máxima “A vida imita a arte”. E há muito se questiona a lógica dessa afirmação, já popular, afinal, a arte não deveria seguir a realidade? No final das contas, o real e fictício vivem em mutualidade, entrelaçando-se, como numa interminável dependência.
Nos últimos anos, a comunidade LGBTQ+ avança na luta por direitos, em uma gritante luta por mudança. Em lógica, abrange, também, o meio artístico e de entretenimento, com personagens e tramas cada vez mais verossímeis e cabíveis na realidade desses indivíduos. Em contrapartida, o foco reside no L e G da sigla (Homossexualidade) e negligência o restante da comunidade. A retratação Trans – que será o foco desse post - nas mídias maiores é escassa e, diversas vezes, caricata, implicando na representatividade e na inclusão do grupo.


O indivíduo Trans possui uma identidade de gênero divergente da que lhe foi imposta no nascimento. A popularização do termo é recente, assim como os recursos e meio para adequar o corpo ao gênero cujo o indivíduo se identifica. A alteração de sexo é um procedimento caro e complicado, envolvendo acompanhamento hormonal regular, que poucos dispões. Partindo desse pressuposto, a comunidade Trans ainda é um dos segmentos da comunidade LGBTQ+ que mais sofre com a discriminação – o Brasil é o país que mais mata Trans por crime de ódio no mundo.

Assim como no início da representatividade homossexual, a Trans é frequentemente caricata e rasa, isso quando é presente. Normalmente, a visão mais realista, em sua maioria, repousa no núcleo independente, principalmente do cinema. Infelizmente, as grandes núcleo ainda possuem postura cisnormativa e pouco retrata o grupo – não só esse, sendo heteronormativo e a mercê do famigerado White Wash, mas isso é para outro post. Outro ponto que chama a atenção nesse tema é a falta de atores trans. Quando vividos no cinema, personagens trans são representados, na esmagadora maioria, por cisgêneros.

A participação da mídia e dos meios artísticos e de entretenimento é vital para inclusão e representatividade. Muito mais que divertir ou emocionar, providencia voz. Pôr em foco certo enredo, com personagens que possuem tramas envasadas, criam conexões com o público. Retratar e experienciar os dramas de partes diversas da sociedade constitui uma noção mais rica do social.

Por fim, a você, leitor, interessado em tramas trans, recomendo os filmes TOMBOY (2011), francês, Tudo sobre minha mãe (1999), espanhol e, por fim, Garotos não choram (1999) – esse é o único que eu conheço que teve um reconhecimento maior, ganhando inclusive um Oscar. Uma menção honrosa à Sense8 – quebrou a internet, quase impossível você, leitor, não ter ao menos ouvido falar – com a talentosa Jamie Clayton, uma atriz e modelo trans, interpretando a hcker Nomi Marks, também trans. Além das irmãs Wachowski, que dirigem a série original da Netflix.



#Punk


Representatividade Trans: Entrenimento e Arte Representatividade Trans: Entrenimento e Arte Reviewed by The TakeUm on fevereiro 01, 2017 Rating: 5
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