Wicca: a convergência entre passado e presente

Pentagrama Wiccano
Edição por #Punk (Luana Garcia) 
A religião e as crenças metafísicas pautam o início da humanidade. Ao longo da evolução intelectual da espécie, o homem sempre possuiu a necessidade de explicar e entender o mundo a sua volta, inclusive fatos além de sua compreensão. Para tal, atribuía existência a entidades além, onipotentes, que regiam o, até então, inexplicável. Essas crenças são quase inatas à cultura humana, estendendo-se até a  sociedade moderna, por mais que tenha reduzida sua importância, graças à revolução científica –sem entrar no mérito de crer ou não. A compreensão da natureza, em sua totalidade, foi o começo.

A Wicca foi regularizada como religião na década de 80, mas suas raízes ditam as religiões pagãs pré-cristãs. Creem em entidades sobrenaturais, espíritos femininos e masculinos, que interagem com a natureza, regendo-a. A Wicca, ou “bruxaria moderna”, em termos mais leigos, é a convergência dessas crenças de âmbito natural, com alguns elementos modernos, redefinida por Gerald Gardner, na década de 50.
Por mais que embase a existência de diversos seres sobrenaturais, a Wicca fundamenta a supremacia de dois maiores, e seguem, principalmente, a chamada Mãe-Tríplice. A Grande Mãe rege o mundo tangível em suas três fases, distintas, definidas pelas fases da própria lua. A Donzela, manifestada pelas fases crescente e nova, provém pureza, inclinada, principalmente, à busca de conhecimento. A lua cheia representa a Mãe, face do poder e da proteção, a mais intensa das manifestações. A minguante exibe a Anciã, que, ao mesmo tempo que expõe conhecimento e  sabedoria, proveniente do fechamento do ciclo, evidencia a renovação. Os Wiccanos definem suas práticas religiosas e cotidianas baseado nas fases da Mãe-Tríplice.
O outro grande ser é definido por Deus Cornífero, o outro extremo do espectro natural. Selvagem, a manifestação masculina representa a fertilidade e guarda o espaço metafísico, gerado pelas forças naturais, e as entidades menores, espíritos da natureza. Ele complementa a Grande Mãe, que é a mais poderosa e presente – A Wicca possui uma cultura matriarcal-, resultando a dualidade e o equilíbrio dos planos de existência.
A Wicca é popularmente  associada à pratica de magia. De fato, há a crença de magia, provinda exclusivamente da natureza. Um de seus símbolos mais importantes e presentes é o pentagrama wiccano, que representa a coexistência de cinco elementos essenciais, os quatro elementos (ar, terra, fogo e água) e o espírito, a ponta superior. Como uma conversão de forças gerada pela natureza e  dos seres que o habitam. A magia é resultado do “extraordinário” aceito pelos seguidores da Wicca, que podem interpretar de formas diversas, individuais. Inclusive, não há um livro universal da religião, cada Wiccano retém experiências próprias. Em contrapartida, possuem metas, que, simplificadamente, consistem em conhecer a si mesmo e ao plano natural.
Logo, os Wiccanos pregam radicalmente práticas ecológicas. É fato que o sistema atual do ser humano não é positivo para o meio ambiente, que é fonte do equilíbrio e do sobrenatural para os neopagãos. É corriqueiro a participação e protagonismo deles em manifestações de protesto e proteção ecológicas.
A Wicca se apresenta como uma convergência do passado e do presente. Raízes das primeiras crenças metafísicas e de elementos atuais. Infelizmente, não é levada a sério pela maioria das pessoas, mas que é válido, ao menos, conhecê-la.
Por fim, a você, leitor, algumas indicações de material complementar sobre a Wicca – o que já virou regra nos meus posts, diga-se de passagem. Antes, é importante frisar que a Wicca possui diversas ramificações e linhas ideológicas. Abordei os fatos que se aplicam à grande maioria delas, com uma leve inclinação à linha Gardniana. Mas, assim como dito no post, a Wicca é bem individual, cada seguidor possui experiências diferenciadas, assim como tudo na vida. Enfim, Withcraft Today (1954), do próprio Gerald Gardner –creio que seja o primeiro livro dele sobre o assunto- e Crenças e Práticas da Wicca, de Gary Cantrell. Poderão se aprofundar mais no assunto.
#Punk

Wicca: a convergência entre passado e presente Wicca: a convergência entre passado e presente Reviewed by Luana Garcia on fevereiro 08, 2017 Rating: 5
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